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10/12/2006
PÃO DE AÇUCAR/BOTUCATU DERROTA BIOLEVE/SAAD E CONQUISTA TÍTULO PAULISTA DE 2006
  • O Pão de Açucar Botucatu conquistou no último sábado o título do Campeonato Paulista de 2006 ao derrotar a equipe do Bioleve/Saad por 3 X 0, em partida disputada em Campinas, no estádio do Cerecamp. Um bom público compareceu ao antigo estádio do Mogiana, motivado pela presença de sete craques da Seleção Brasileira e pelo clima de rivalidade que cercou esta grande final. O jogo teve transmissão ao vivo do canal de TV por assinatura SporTV para todo o Brasil.
    O Saad precisava da vitória, e partiu para cima do Botucatu desde os primeiros minutos, mas cometia erros infantis na hora de concluir. No primeiro ataque que teve, Botucatu abriu o marcador através de Grazielle, que soube aproveitar uma incrível falha de marcação da zaga do Saad para ficar frente a frente com a goleira Zizi, e tocar no canto direito, sem chances de defesa. Apesar de sentir o gol o Saad continuou jogando ofensivamente, mas sem poder de conclusão. Aos 27 minutos a meia Maycon foi claramente derrubada dentro da área de Botucatu, num lance que a confusa árbitra Regildenia de Holanda Moura preferiu ignorar. No final da etapa Nildinha recebeu belo lançamento de Formiga, e ficou cara a cara com a goleira de Botucatu, mas chutou em cima da adversária, perdendo gol feito.
    No segundo tempo o técnico José Teixeira tentou tornar o time ainda mais ofensivo, tirando a zagueira Juliana Cabral e colocando a atacante Ana Lúcia. O Saad dominou completamente os 20 minutos iniciais, mas seguiu perdendo oportunidades. A árbitra mais uma vez ignorou um pênalti claro a favor do Saad, quando Roseli foi empurrada na grande área do adversário. Demonstrando que também contava com a sorte ao seu lado, Botucatu teve um cruzamento que encobriu a goleira Zizi, a bola se chocou contra a perna da zagueira Tânia Maria e foi parar no fundo das redes, numa falha imperdoável para um time que tinha amplo favoritismo para conquistar o título.
    Logo na seqüencia do lance, a árbitra Regildenia selou o destino do Saad na partida, ao marcar um pênalti totalmente inexistente para o time do Pão de Açucar. Grazielle bateu com perfeição, garantindo o título para a equipe do Pão de Açucar. No final da partida a árbitra expulsou a volante Renata Costa do Botucatu por falta violenta contra Roseli, mas já não havia tempo para o Saad reagir.
    Muito bem orientado pelo técnico Edson Castro, o time de Botucatu teve na goleira Renatinha, na volante Renata Costa, na zagueira Bagé e na atacante Grazielle a espinha dorsal que garantiu ao time o título Paulista de 2006.
    Após o terceiro gol a competente equipe de Botucatu soube administrar o resultado, enquanto o Saad se atirava desordenadamente ao campo de ataque, e esbarrava no sólido sistema defensivo do adversário quanto tentava diminuir a desvantagem no marcador. Encerrada a partida, a torcida do Pão de Açucar, presente em bom número no Cerecamp, invadiu o gramado para comemorar o primeiro título paulista da equipe de Botucatu.
    Na disputa pelo terceiro lugar, São Caetano levou a melhor ao empatar com o América por 2 X 2, e garantindo o lugar no pódio por ter feito uma campanha superior à do adversário durante a Competição.
    A final do Campeonato Paulista de 2006 marca as despedidas das atletas Juliana Cabral e Nildinha da equipe do Bioleve/Saad, já que ambas tem negociações adiantadas para se transferirem para o exterior. Quem também deixa o Saad é o experiente treinador José Teixeira, que negocia diversas propostas para retornar o Futebol Masculino. O elenco do Saad volta aos treinos nesta Terça-Feira pela manhã, no Estádio Pedro Tortelli em Lindóia, quando deve receber o novo treinador e também reforços visando a disputa da Taça Brasil.

    SAAD DOMINA CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO

    Apesar da perda do título, o Bioleve/Saad a exemplo do ocorrido no Campeonato de 2005, dominou amplamente a cerimônia de premiação da competição. Coube ao representante de Lindóia os prêmios pela melhor defesa da competição, com apenas 14 gols sofridos em 17 jogos, pela artilharia, que ficou em a meia Bárbara, e também o Troféu Fair Play, como a equipe Bi-Campeã da disciplina, já que nos últimos dois anos o Saad não teve nenhuma atleta expulsa.